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segunda-feira, março 24, 2008

"Anonimatos"

Falava há uns dias sobre isso. Sobre o anonimato possível com os blogs. Possível, não necessário, obrigatório ou impossível.

Basicamente cada um faz o blog que mais necessita nesse momento. Mas quando se tomam determinadas opções, é difícil voltar atrás.

Um blog anónimo, permite-nos expor determinados sentimentos, palavras, ou mesmo acontecimentos. Os nossos leitores sabem quem somos sem saber quem somos, o autor partilha, sem partilhar.

Este blog já foi um blog verdadeiramente anónimo. Nesses dias, podia aqui contar o que me ia na alma, sem medos, sem receio de quem pudesse ler, sem medo que alguém conhecesse sobre quem escrevia. Mas com o tempo vieram os amigos, conheci pessoalmente malta que por aqui passava. Alguns amigos ficaram a saber do blog. O namorado também o conhece e lê.

Não deixa de ser bom, mas tornou este blog muito mais impessoal.

Passei a ter medo de escrever.

Medo de magoar alguém.

Medo de me expor e expor outros.

Ainda permanece anónimo. Muitos ainda não sabem quem sou.

3 comentários:

Graphic_Diary disse...

De cada vez que escrevo no meu blog essa sensação invade-me.
De anónimo passei por todas as fases que descreves. Agora, por vezes, penso duas vezes antes de escrever o que realmente me apetece... Vantagens e desvantagens dos desanonimatos!
Se te serve de consolo, eu não sei quem és, ainda! ;)

Paulo disse...

Gosto desta tua reflexão. De facto, enquanto anónimo, um blog pode expor muito mais livremente os pensamentos do seu criador, mas confesso que não faz o meu género, visto que prefiro modelar o que revelo ou ocultar uma mais rápida identificação da minha verdadeira identidade. Quanto ao resto, ao grau de franqueza, não me assusta que amigos ou conhecidos tenham contacto com a minha realidade, por muito escabrosa que possa ser, ou seja não deixo que isso interfira no grau de "pessoalidade". Em vez de medo, acho que cada vez mais confio nas pessoas e na sua capacidade de discernimento. Reconheço desde já que posso estar redondamente engano.

E eu também não sei quem és :)

Abraço

Pedro Fitch disse...

Certo é que, pense embora o relativo anonimato que possa haver, haverá sempre pessoas que, identificando-se com o que escreves, ansiarão por saber quem és

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