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terça-feira, agosto 14, 2007

Família

Eu gosto da minha família. A sério que gosto. Quer dizer... Tem montes de defeitos, mas é a minha família.

Cada vez me sinto menos parte dela. Cada vez mais, ela me diz menos. Continuo a gostar das pessoas, da família, mas não só não me identifico, como tenho vontade de me afastar.

A minha família, não me conhece. Não como eu sou. Conhecem alguém que idealizaram, e que estupidamente tenta corresponder às suas expectativas. Ao pé deles, sou eu, mas não sou eu completamente.

Por vezes acho que está na altura de ter a minha própria família. De certa forma, já a tenho. Não só o R, como alguns amigos chegados. Mas a minha família e a minha família, vivem em mundos separados. Afastados anos-luz um do outro. Não sei se conseguirei um dia ter apenas uma única e minha família...

7 comentários:

Manuel disse...

Actualmente o conceito de familia já não é o que era...os tempos mudam, mudam-se as vontades e as familias também...
Nós, aos olhos da nossa familia, nunca seremos nós proprios, mas sim, tal como disseste, aquilo que eles projectaram para nós... é uma forma de egoismo inconsciente da parte deles.
também faço parte do clube daqueles que têm familia mas "do not fit"...
Continuação de um bom verão!

Momentos disse...

O equilíbrio chega quando menos se espera...

pinguim disse...

Caro amigo
para mim, e falando de familia co-sanguínea, há duas: a mais restrita e que é a importante, formada por pais irmãos e respectivos conjugues, e a outra que inclui a primalhada, etc; essa nunca liguei muito; a outra é importante acho que para toda a gente, mas compreendo o teu problema de equilibrar essa necessidade de precisar deles com a vontade de te tornares o mais independente possível, até porque eles não te conhecem "por inteiro".
Quanto à família que gostarias de formar, ainda há muito a desbravar neste país para lá chegar, mas já não é uma utopia...
abraço.

Morgado Louro disse...

Se sabemos que várias familias convivem em igualdade sem se tocarem, como universos solares vizinhos, para quê desejarmos o que não vamos ter, ou, querer algo que os outros não estão para isso?
Qualquer uma faz parte de nós e deve ser preservada, tout court!

pedro efe disse...

e por falar em posts com significado!
eu acho q todas as famílias são um bocado assim, sabes?
não têm q te conhecer para gostar de ti, mas estão sempre lá quando precisas. não são os teus melhores amigos, às vezes até são pessoas que não têm nada a ver contigo, que se não fossem "família" repudiarias até... mas habituaste-te a ela, cresceu em ti, é parte de ti, e isso não dá para apagar nunca da pessoa que és.
o resto... o resto é para os amigos, para aqueles que te enchem o coração porque te partilham no teu todo, que te entendem, que te percebem, que te aceitam os defeitos... essas coisas q na maior parte das vezes, à "família", passa ao lado

ps: a minha mãe é uma pessoa que eu odiaria conhecer, mas se me faltasse, seria menos eu... :)

Will disse...

Não seria o que sou hoje se não fosse a minha família, mas também reconheço o papel fundamental dos amigos e namorados no desenvolvimento afectivo e, em última análise, de toda a estrutura emocional e social do indivíduo.

Encaro-os a todos como membros de único grupo no qual assenta a minha realidade e qualquer cisão que se verifique nesse grupo afecta essa mesma realidade.

Em suma, adoptei a seguinte postura: ou partilham todos da minha felicidade ou partilham todos da minha felicidade =)

/me disse...

Como te entendo...

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