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domingo, fevereiro 08, 2009

Theia


Big Splash

É mais ou menos isto que sinto que vem por aí.

Cada vez que venho a casa dos meus pais, tenho medo que seja a última.
Cada vez mais quero assumir-me, quero que eles me conheçam como sou, quero que saibam. Duvido que aceitem, mas quanto a isso não posso fazer nada. Mas estou farto de esconder-me. De esconder-te.

E tenho receio, receio a mudança, mesmo que seja para melhor (espero...).
Faz já quase um ano que "oficialmente" moramos juntos. A casa é pequena, e concordo que é necessário (a urgência é sempre relativa), uma casa maior. Mas a casa maior implica dar-me a conhecer à família. Daí o meu entusiasmo e a falta dele.

Comprar uma casa juntos... nunca o fiz com ninguém. Não o faria com outro senão com quem o vou fazer. Mas não deixa de ser um passo gigantesco. Um passo que espero que estejamos em condições de o fazer. Um empréstimo a 30 anos... 30 anos...
Acho que é normal sentir algo assim.Será a nossa relação forte o suficiente? Acredito que sim. Vamos ver no que dá?

Vem aí algo... e quando chegar, nunca mais nada será igual.

7 comentários:

Tongzhi disse...

Abrir o jogo à família chegada deve ser o problema mais complicado, quando queremos "abrir o jogo".
Felizmente, no meu caso, alguém o fez por mim. Não houve problema nenhum, ao contrário do que eu pensava.
Contudo, cada um sabe a família que tem e deve prever todas as hipóteses, mesmo as mais negativas.

Daniel Silva (Sair das Palavras) disse...

Vai com calma: prudente e entusiasta, como estás a ser... Acredita! Desde que ele acredite também... com prudência... e entusiasmo :)

pinguim disse...

Quando se dão passos desses, já não há dúvidas; e é muito bom sentir essa confiança a dois.
O "abrir-se" à família é necessário, mas mais necessário é estar certo de receber o apoio incondicional de quem se ama, seja qual for a reacção.
Vais ver que não será tão mau assim; tu és um Homem, não és um rapazinho imaturo e os teus familiares sabem que assim é...
Força!
Abraço.

Pedro Fitch disse...

Calma... Mas olha que do que percebi, do outro lado o prazer e o entusiasmo são igualmente grandes. :-)

Pijaminha disse...

Engraçado que estou a passar por uma fase parecida e percebo-te perfeitamente.

Aequillibrium disse...

Bigadu a todos pelas palavra amigas. Bem que são precisas.

poor guy fashion victim disse...

Se um pai, ou uma mãe, ou um irmão, não aceitarem um filho pela sua orientação sexual, ao ponto de com ele cortarem a ligação de afecto (mais outra quantidade de aberrações incluindo ilegalidades)o filho que agradeça e fique contente. é melhor não termos qualqer relação com a nossa família biológica que uma relação apenas aliçerçada na hipocrisia e num falso amor.É duro, mas acredite que parece doer muito mais, do que na verdade doi.

Aconteça o que aconteçer, lembre-se sempre, na sua relação com os seus pais, em tudo o que com a sua orientação sexual estiver relacionado, não é você que está errado, ou alguma vez esteve errado, mas serão eles que poderão vir a estar errados.

Blip.fm